sábado, 27 de março de 2010

qual o assunto desse texto?

Tô fazendo um curso de saúde mental juvenil, quando cheguei na sala esperava ver carteiras, alunos sentados nelas, uma lousa e uma professora com roupas bonitas que eu nunca vou ter na vida. Mas ao chegar na porta vejo um monte de chinelos do lado de fora, ao abrir a porta vejo a professora sentada numa espécie de tapete voador do alladin, com uma calça igual a do genio do alladin e uma posição meio buda de se sentar. Outras pessoas estavam sentadas em outros tapetes que não eram do alladin, eu podia sentir o cheio de ervas inundando todo o ambiente, garrafas de chá sobre a mesa,sala a meia luz, muito fria, e então eu percebi que eu não veria apostilas, esquemas no quadro branco, nem aulas com slides.

era um curso de relaxamento, com técnicas de yoga (não, não era o pó de diamante nem o trovão aurora ataque) técnicas de rei ki e umas paradas lá que eu não sei do que se trata.

mas o que eu quero mesmo falar aqui, é que em um dado momento da meditação, ela pediu que imaginássemos que estávamos em um lugar tranquilo, com pessoas felizes e que lá poderiamos ser nós mesmos, sem precisar fingir.

foi aí que eu fiquei encucada. quem sou eu? (que pergunta idiota de filme de gente que tem amnésia) eu finjo tanto o tempo inteiro que eu nem sei mais como eu era, ou será que eu sou mesmo essa pessoa que sempre tira piada de tudo e que de vez em quando faz seus comentários cruéis e sarcásticos apenas para divertir seu público?

de qualquer forma, eu saí bastante relaxada da sala, o estágio nem me preocupa mais, to aprendendo a me adaptar à hipocrisia alheia, nem tenho mais tanto fôlego pra ficar sendo implicante com todo mundo, acho que to ficando velha.

minha rotina ta muito cheia, o que é bom, evita ociosidade corrosiva. Tenho que ler milhões de textos de antropologia, tenho que escrever um artigo que vai ser publicado em um livro sobre uma banda ou grupo de teatro daqui de teresina que eu ainda nem sei qual vou escolher, tenho que reelaborar meu plano de estágio e ler milhões de livros de psiquiatria.

como diria a flávia, ta ótimo.



mas ficaria melhor se eu não tivesse que ver algumas cenas absurdas na universidade e ter que fingir com a cara mais normal do mundo que eu não estava explodindo por dentro.

6 comentários:

Deni Brito disse...

Lembro de uma aula de psicologia que o professor nos deu massinha de modelar e pediu que moldassemos algo que queríamos muito naquele momento. Eu escrevi o nome do Fares, na época namorava com ele. rs
No segundo momento da dinâmica, o professor pediu que doassemos aquele nosso querer para pessoa ao nosso lado. Eu ganhei um milhão de reais, e o véi ao meu lado faturou o Fares.
HAHAHAHA

Anônimo disse...

e o que lhe aflinge tanto na universidade?

Fernanda disse...

desculpe querido(a) anônimo(a), mas isso eu não posso lhe dizer.

May Stéphane disse...

Essa semana lembrei de você na aula de Políticas Educacionais. A professora passou 3 exemplos de professores, uma era do tipo que não se envolve com a realidade, só passa o conteúdo e pronto. Os outros dois eram engajados, e embora tivessem que lutar contra a maré da indiferença, não desistiam de se envolver, de tentar mudar aquela realidade. Imediatamente me veio você à cabeça.

Boa semana, Danda! =**

João disse...

Me ganhou na piada sobre o Yoga, admito. E você realmente tem muita coisa pra resolver, hein?

(Impressão minha ou esse é o blog com mais mudanças de nome da história da web?)

Suzy disse...

Eu me sinto orgulhosa de estar estudando e tendo interesses semelhantes aos seus...saude mental, piquiatria, psicologia, estagios, projetos... tudo isso é tao minha realidade! Amo vc!